Qualidade do ensino pode fazer Brasil perder o trem da revolução digital.
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Qualidade do ensino pode fazer Brasil perder o trem da revolução digital.

Sempre escutamos por aí que o grande mal que assombra o Brasil é a qualidade do ensino público – e em alguns casos até o ensino privado. Dados como os divulgados em um relatório do Fórum Econômico Mundial, onde o Brasil estaria atrás de países como Chade, Suazilândia e Azerbaijão não trazem novidades. No ensino de ciências, por exemplo, Lesoto e Tanzânia estão na nossa frente. Na prática, esses dados refletem o caráter de subdesenvolvimento em que o país está ou, no mais, refletem o cenário de eterno país em desenvolvimento, uma das 7 maiores economias do planeta com problemas tão básicos que pesam qualquer relatório.

Entretanto, esses dados nunca foram levados a um nível mais significativo. Sabemos que países como a Coréia do Sul são desenvolvidos porque investiram em educação, mas o fato de que temos um dos piores níveis de educação do planeta aparentemente nunca nos impediu de sonhar. Até agora.

Segundo o relatório, a “qualidade do sistema educacional, que aparentemente não garante as habilidades necessárias para uma economia em rápida mudança em busca de talentos”, é um dos principais fatores para estarmos onde estamos. Houve progressos, sim, mas precisamos deixar de lado – e de uma vez por todas – que quem constrói um país não são os partidos políticos recentes ou passados, mas investimentos em coisas sérias, como a educação ou a redução da burocracia e apostas em tecnologia e infraestrutura, itens que de um modo ou de outro levam a educação como base.

O Fórum Econômico Mundial faz um importante alerde: o péssimo nível de ensino de matemática e ciência no Brasil o impede de se adaptar de maneira mais sólida às transformações digitais. O que isso significa? Caríssimos, internet não salva ninguém, muito menos um país como o nosso. O fato de que possamos ficar ainda mais atrasados em relação a outros países faz com que a educação tenha uma importância talvez nunca antes refletida por nossos líderes: se continuarmos assim, podemos perder o trem da revolução digital.

O pior disso tudo é que não estamos sozinhos. Nosso vizinhos do Brics (sigla para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) possuem tantos desafios quanto nós. Segundo o Fórum, “o rápido crescimento econômico observado em alguns desses países nos últimos anos poderá ser ameaçado, caso não forem feitos os investimentos certos em infraestruturas, competências humanas e inovação na área das tecnologias da informação”.

By: blogmidia8 / Cleyton Carlos Torres

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